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domingo, 19 de fevereiro de 2017

CULTURA: A farda e o fardo

Foto: Dida Sampaio/Estão Conteúdo
Como diz Black Alien: "De 64 a 85 foi a farda e o fardo". Os militares tomaram o poder em 64 e foram até 85 em uma das mais duradouras ditaduras da história da América Latina. Aos alienados venderam a ideia que o golpe foi dado em defesa da democracia no dia primeiro de abril, dia que também é conhecido como dia da mentira. Com a promessa de breve intervenção, passaram vinte um anos de mandos de desmandos na vida dos brasileiros. Obviamente, muitos foram simpáticos ao regime por completa falta de conhecimento da causa. Vivenciaram uma falsa ordem que até hoje alimenta saudosistas.

Pergunto a várias pessoas na faixa etária de setenta anos sobre o regime autoritário que foi implantado e muitos nem notaram esses vinte um anos, viveram como vivem hoje, seja com Michel Temer no poder ou seja com Dilma. Não percebem a diferença, pois aprenderam a atravessar crises, aprenderam a sobreviver desde que haja falsas sensações transmitidas pela imprensa, que tragam conforto e esperança. A grande imprensa se especializou em atender os interesses de quem paga, nesse caso os Estados Unidos da América.

Toda vez que vejo um jovem bradar por intervenção militar me sinto muito mal. Vem aquela sensação de que existiu uma educação equivocada, que foi incapaz de mostrar os nomes da História deste país. Poderia haver um período escolar só pra ensinar quem foi Leonel de Moura Brizola e toda sua luta imensa e brava luta por uma real democracia. No Brasil acomodado que pouco lê será assim: passaram os Fernandos, o Luiz, a Dilma e agora no poder o Michel e a maioria do povo nem notará o que aconteceu.

É preciso romper a cortina de fumaça que existe entre a tela da Globo e a realidade. Enquanto nação, não podemos aceitar que o Moro desmorone o país sem tocar em um tucano.  Moro não é herói. Moro não precisa de apoio nem conduz a Lava-Jato sozinho. A Polícia Federal tem imensa parte do mérito da condução da operação à qual ninguém se opõe, mas os coerentes são a favor que a Lava-Jato seja igual para todos, que tenha alvos mais certeiros, que prenda quem precisa ser preso sem provocar tanto ódio no país.  Moro não é um xerife tentando botar ordem no Velho Oeste.  Moro não é ingênuo: conduz a operação de forma parcial. Só um alienado total pode negar isso. O comportamento do Moro acende holofotes pro pato da FIESP.  Moro não está passando o país a limpo. Moro inflama uma insanidade chamada Bolsonaro que doentiamente tenta polarizar a discussão com Lula pra 2018 sem perceber que existe um caminho imenso a ser percorrido pra que ele possa rivalizar com Lula.

Dentro dessa falta de entendimento dele próprio e dos simpatizantes dele é que polarizar a discussão é não perceber o quanto é grande a necessidade de discutir um Brasil melhor que esse que aí está. Aos que pedem intervenção militar sugiro muito cuidado pois como diz o documentário “um dia pode durar vinte um anos”.

Por Rafael Massoto, compositor, poeta e produtor cultural.

Dr. Sadinoel participa da abertura do ano legislativo de 2017 em Itaboraí

Sadinoel participou da abertura do ano legislativo
Foto: Prefeitura de Itaboraí
A Câmara de Vereadores de Itaboraí iniciou, nesta quinta-feira (15/02), as sessões plenárias legislativas do ano de 2017 a 2020. A casa teve uma renovação de dois terços, dos 15 vereadores eleitos, 10 são novos parlamentares municipais.

O presidente da Câmara de Vereadores, Sandro Construforte, ao lado do primeiro secretário, Elber Corrêa e do segundo secretário Rogério Filgueiras, presidiu a sessão, e ressaltou o compromisso da Casa, em caminhar junto com o executivo, para melhorar a vida dos munícipes de Itaboraí.

O prefeito de Itaboraí Dr. Sadinoel Souza, externou sua satisfação em participar da sessão, e parabenizou a nova composição da Câmara de Vereadores. Falou ainda do atual cenário econômico brasileiro e pediu o apoio do poder legislativo municipal para buscar parcerias com outras esferas políticas, deputados e senadores.

“Vamos todos juntos transformar a cidade de Itaboraí. Sei que o momento é difícil, mas temos que nos reinventar e buscar parcerias. Assumi o governo com mais de R$ 400 milhões de dívidas, mas a população não quer saber disso, e sim, de Obras, Saúde e Educação. Hoje mesmo estou indo ao encontro do presidente da Petrobras, Pedro Parente para tratarmos de assuntos referentes a volta das obras do Comperj, o cronograma da obra, as instalações das empresas e outros”, disse o chefe do Executivo, ao som de aplausos.

Sadinoel falou ainda sobre a queda do ISS (Imposto Sobre Serviço), após a paralisação das obras do Comperj. Entre os anos de 2013 a 2016, o município arrecadou quase R$ 800 milhões de ISS, já em 2016 esta arrecadação caiu para R$ 33 milhões. Com a retomada das atividades no Comperj, espera-se que o montante suba para R$ 50 milhões, além de diminuir a taxa de desemprego na cidade.

Sobre a folha de pagamento dos funcionários da Prefeitura, Dr. Sadinoel acredita que a partir do dia 15 de março, estarão todas em dia. E a partir dos mês de abril, os pagamentos serão efetuados até o quinto dia útil. Outra meta do prefeito é a reabertura da usina de asfalto, e os contratos com fornecedores e empresas terceirizadas, que deverão ser pagas o preço justo.

Participaram ainda da sessão, os vereadores Agnaldo Coutinho, Joana Lage, Paulo Alves, Renato Garcia, Marcelo Lopes, Bill, César, Deoclécio Machado, Edinho, Enéas, Paulo Ney e Roberto Costa.

Fonte: Prefeitura de Itaboraí

Prefeito do Carmo proíbe uso de mascaras no carnaval

Prefeito vai sancionar decreto amanhã (20/02)
Foto: Blog do Adriano Teixeira
O Prefeito Municipal do Carmo, César Ladeira (PSB), vai sancionar nesta segunda-feira (20), um decreto municipal proibindo o uso de mascaras nas festas de carnaval da cidade. 

A medida se dá por conta das mascaras dificultarem a identificação individual, afirma a Prefeitura do Carmo.

Segunda o Prefeito César Ladeira, a medida visa dar mais seguranças às pessoas que participarão da festa e ao patrimônio público. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Prefeitura de São Gonçalo vai revitalizar APA do Engenho Pequeno

Prefeitura vai revitalizar a APA do bairro Engenho Pequeno, o pulmão de São
Gonçalo | Foto: Divulgação
Foi assinado nesta sexta-feira, 17/02, o Termo de Compensação entre a Prefeitura de São Gonçalo e uma empresa de construção civil, que garante que a empresa construa na cidade em troca de contrapartida ambiental. Será disponibilizado R$ 1 milhão em investimentos na Área de Preservação Ambiental (APA) do Engenho Pequeno, através do Projeto de Recuperação Florestal (PERF).

O prefeito José Luiz Nanci participou da reunião, que também contou com a presença do subsecretário do Ambiente, Claudio Galhano, e um representante da empresa de construção. De acordo com o subsecretário, a APA terá ações socioambientais em uma escola da rede municipal, além de outros projetos.

"A APA irá ganhar cerca de 2.500 árvores de espécies nativas, que terão manutenção a cada dois anos, além de turismo ecológico e um auditório, capaz de receber 60 pessoas a cada visita. A APA é como se fosse o "pulmão" de nossa cidade e nada mais justo que cuidarmos bem dela", explica Galhano.

O projeto visa preservar a natureza e valoriza o espaço, que é pouco visitado. Além disso, os gonçalenses terão um motivo para programar passeios dentro do município, aproveitando assim as belezas escondidas e pouco vistas.

"Com a revitalização da APA, os maiores beneficiados serão os gonçalenses. O local poderá se tornar um ponto de encontro entre os amantes da natureza, que poderão contemplar as belezas, muitas vezes, escondidas e pouco conhecidas pelos gonçalenses. Além de servir como base para estudantes", concluiu o prefeito.

O Projeto: 
A revitalização da APA contará com uma reorganização do espaço físico da área, com instalação de vias pavimentadas, calçadas e jardins, brinquedos, auditório, oficina com depósito de equipamentos, viveiro de mudas, pórtico, bicicletário, estacionamento, além de dois mirantes.

A APA também ganhará sistemas de fossa/filtro/sumidouro, passagem para pedestres, postes com iluminação solar e lâmpadas de LED e ainda sistema fotovoltaico, suprindo o consumo de energia da sede.

Fonte: Ascom/Foto: Divulgação

Justiça Federal determina policiamento 24h na Fazenda Colubandê

Foto: Divulgação
De IstoÉ
O uso de um caminhão para o roubo de uma relíquia de 2 metros quadrados, datada de 1740, retirada de uma fazenda histórica tombada na região metropolitana do Rio de Janeiro, é a prova de que o local corre riscos.

Para preservar a Fazenda Colubandê, marco da arquitetura colonial e uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar do país no século 19, a Justiça Federal determinou que o local seja protegido de forma ininterrupta, a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Em janeiro, foi roubado da capela da Sant'Anna, também tombada, o retábulo (uma espécie de altar, talhado no estilo barroco), além de portas e janelas originais, de madeira maciça.

A preocupação do MPF é proteger a última relíquia da fazenda: o painel de azulejos portugueses, com imagens bíblicas. Neles, Santa Ana aparece com a Virgem Maria e São Joaquim, referências às igrejas de Almada e Alvor, em Portugal. Ao longo dos ano, já foram roubados da capela os sinos e todas as imagens de santos, valiosas peças de arte sacra. Por causa das invasões e do ataque de vândalos, Colubandê pode perder ainda uma peça moderna. O mural da artista plástica Djanira, feito em homenagem às mulheres, nos anos de 1960, está todo pichado.

Para proteger a fazenda, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Justiça determinou que o governo do estado do Rio apresente em dez dias um plano de vigilância ininterrupta, com segurança pública ou privada. No mesmo prazo, cobrou um relatório detalhado com as medidas para investigar o roubo e impedir a depredação do que sobrou. A decisão é do último dia 8 de fevereiro, mas o governo, por meio da Secretaria de Fazenda, disse que ainda não foi notificado. A multa pelo descumprimento é de R$ 100 mil.

A Fazenda Colubandê é composta da capela, de um casarão com 38 quartos, incluindo a senzala, bosque, espaços esportivos, teatro de arena e piscina, uma área de cerca de 120 mil metros quadrados. Um refúgio rural em meio à zona urbana de São Gonçalo, na região metropolitana. Na última semana, a Agência Brasil esteve no local duas vezes e constatou que o imóvel permanece abandonado, sem policiamento ou vigilância, vulnerável a vândalos e usuários de drogas que chegam a acender fogueiras com madeiras da estrutura da fazenda.

O juiz que analisa o caso, Fábio Tenenblat, considerou que o estado “persiste descumprindo” decisões anteriores de “proteger o patrimônio que o imóvel representa”. Em despacho anterior, de outubro de 2016, a Justiça já tinha obrigado o governo do Rio a apresentar um projeto para reforma e preservação da Colubandê em até 120 dias, prazo que se encerra no fim deste mês.

A Secretaria de Fazenda, no entanto, por conta da crise financeira do estado, não tem previsão de licitar o anteprojeto de reforma do imóvel – e que precisa ser aprovado pelo Iphan –, apesar de reconhecer a situação de degradação do imóvel. O governo também não reforçou o policiamento e a Polícia Militar esclareceu que faz apenas rondas dinâmicas no local.

Comunidade
No último domingo (12), moradores e defensores da fazenda se reuniram em uma manifestação contra o abandono da Colubandê e aproveitaram para limpar e capinar a área, em meio a muito lixo. Eles organizam um abaixo-assinado que será entregue à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pedindo a recuperação do local.

“Se o estado, nem a prefeitura, nem a federação tem interesse, entreguem para comunidade, que vão ser feitas aqui oficinas, aulas, ocupando e valorizando um patrimônio que nos pertence”, afirmou o historiador e arqueólogo Claudio Prado de Melo, da organização não governamental Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio, e um dos organizadores do protesto.

O drama da comunidade começou com a saída do Batalhão de Polícia Florestal da Colubandê, em 2012. Os militares cuidavam das instalações, impedindo a deterioração do imóvel, como infiltrações, atos de vandalismo e serviam até de guias turísticos. Desde então, o governo tenta passar a fazenda para o município de São Gonçalo, que se interessa pelas instalações, mas afirma não ter condições de arcar sozinho com a reforma e preservação.

Moradora do bairro Colubandê, a professora Monsuaria Moraes lembra que participava de programas esportivos na fazenda quando era adolescente e lamenta a situação. “Era bem organizado, a gente tinha uniforme, era um aproveitamento verdadeiro do espaço”, disse.

Investigação
O retábulo roubado deve ser incluído na lista de Bens Culturais Procurados do Iphan, mas especialistas em arte sacra acreditam que a peça já deve ter sido vendida no mercado negro. O valor da peça antiga, que poder conter pintura de ouro, não foi calculado.

A Polícia Federal, acionada para investigar o caso, não confirmou abertura de inquérito.